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: ) O que é a Hipnose

 


: ) O processo hipnótico como terapia e técnica motivacional

 



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Mário Rui Santos

 


oque.mp3

(versão audio desta secção)

 

O que é a Hipnose

A hipnose é um processo que recorre à indução
de um estado modificado de consciência, caracterizado por uma atenção
extremamente concentrada e, eventualmente, por um profundo
estado de relaxamento (transe),
sendo uma ferramenta poderosa
no tratamento de determinadas perturbações, fobias, alívio da dor, etc.


Este processo não envolve o sono, apesar
da sua origem no nome do deus grego do sono - Hipnos.
Quando uma pessoa se encontra em transe hipnótico,
o corpo pode estar num estado totalmente relaxado, mas a mente está alerta e extremamente focada. É, ainda, um estado perf
eitamente natural.

A situação de transe hipnótico pode ser comparada a algumas
situações do quotidiano, como quando alguém se
sente completamente absorvido pela leitura de um livro
ou pelo visionamento de um filme - estas poderão
ser consideradas situações de transe leve.

---

"Hipnose: Estado mental transitório, que se assemelha a um estado de sono ainda que afecte um sujeito acordado. É caracterizado pela ausência de reacção aos estímulos do meio ambiente, uma ausência de iniciativa comportamental, uma sugestibilidade extrema e geralmente um esquecimento consecutivo após o retorno ao estado normal.

A hipnose é provocada por diferentes métodos: fixação de um ponto luminoso, do olhar do hipnotizador, ou pela escuta da sua palavra. Existe um acordo geral na consideração de que, nos sujeitos predispostos (em particular nos estados histéricos) e em circunstâncias particulares (transes religiosos), a hipnose pode sobrevir espontaneamente (estado hipnóide descrito por J.Breuer). Os homens parecem ter desde sempre provocado e utilizado estados de hipnose para fins mágicos, terapêuticos e religiosos.

A sua história científica começa com A.Mesmer que, em meados do século XVIII, em Viena e depois em Paris, desenvolveu a prática da hipnose com fins terapêuticos e experimentais sob o termo de magnetismo animal. Este uso médico foi desenvolvido e autenticado em Paris por J.Charcot e em Nancy por H.Bernheim. O primeiro defendeu a ideia de um estado particular de consciência e associou a sugestibilidade hipnótica ao terreno histérico. O segundo evocou o papel da sugestão simples e introduziu o uso terapêutico da hipnose em numerosas indicações médicas.

A prática terapêutica da hipnose divulgou-se muito rapidamente na Europa, e na América, enquanto que em França, apesar dos trabalhos de P.Janet, ela desapareceu como terapêutica e como objecto de investigação psicológica, até aos trabalhos de L.Chertok nos anos 1950. São sobretudo os mecanismos psicológicos e psicofisiológicos da hipnose que suscitam grande número de trabalhos. O debate mais ardente refere-se à própria natureza do estado de hipnose. Para uns, trata-se de um estado de consciência particular, que não é nem sono nem estado de vigília, e que seria provocado por uma concentração selectiva da atenção, paralela à sugestão do hipnotizador. Para outros, o estado de hipnose consiste numa estratégia cognitiva que o sujeito adopta para obedecer às indicações do hipnotizador. Esta estratégia assentaria numa concentração deliberada da atenção para as tarefas solicitadas e uma "desatenção" selectiva para qualquer outra solicitação. É fundamental observar que, mesmo nesta segunda perspectiva, o estado de hipnose difere radicalmente da simples simulação.

Uma segunda questão diz respeito à predisposição para a hipnose. Foram construídos numerosos testes ou escalas de avaliação para distinguir os sujeitos facilmente hipnotizáveis. Está-se de acordo quanto à estimativa de que 30% dos indivíduos respondem a estes critérios. Em contrapartida, os traços de personalidade que definiriam estes indivíduos permanecem mal conhecidos. Outras questões que suscitam acesas controversas estão ligadas ao conhecimento que o sujeito conserva do seu estado (o observador oculto), à natureza da amnésia consecutiva (verdadeira amnésia ou esquecimento deliberado) e à eventual existência de correlatos psicofisiológicos (anomalias electroencefalográficas e electrodermais). Segundo as respostas obtidas, é a tese de um estado especial da consciência ou a de uma simples alteração das estratégias cognitivas que se encontra estabelecida."

D.Widlöcher
in Dicionário de Psicologia - de Roland Doron e Françoise Parot
Climepsi Editores - edição de 2001

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ARTIGOS/REPORTAGENS DE/COM MÁRIO RUI SANTOS
sobre o tema Hipnose e Hipnoterapia

Hipnose Clínica e Auto-Hipnose

Artigo publicado no portal Sapo
"Hipnose Clínica e Auto-Hipnose"
Janeiro 2009
(artigo online)


 


 


BoletimA Mente e a Dor

Artigo
"A Mente e a Dor"
Boletim Abraço - Janeiro 2009

(artigo PDF)


 

 


Hipnose e Regressão

 

 

 

Artigo sobre a formação em auto-hipnose
"Wake Up and Hypnotise Yourself"
publicado no
LCCH News - Summer 2008

Artigo (PDF)

 

 

 

 

Artigo sobre hipnose e deixar de fumar
publicado na revista
"Saúde Actual"
(Março 08)

Página 1 (PDF)
Página 2 (PDF)

 

 

 

 

Leia o artigo do jornalista
Nelson Marques
sobre hipnoterapia publicado na revista
"Única" - Expresso
(9 Fev.08)
Notícia (PDF)

(versão online - Expresso)

 

 

 

 

Leia também o meu artigo sobre
"Hipnose Clínica" publicado na revista
"Saúde Actual" (Jan/Fev.08)
1ª página (PDF)
2ª página (PDF)



 

 

Medos e Fobias

Veja o video da reportagem e a minha participação no programa
"Sociedade Civil" - RTP 2
"Medos e Fobias"
(Jan 2008)

 

 

 

 

Deixar de Fumar

Veja o video da reportagem e a minha participação no programa
"Sociedade Civil" - RTP 2
"Deixar de Fumar"
(Set 2006)

 

 

 

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LEITURAS RECOMENDADAS

Hipnose nos nossos dias
"Hipnose nos nossos dias"
Mário Rui Santos


"Deixar de fumar através da hipnoterapia"
Rosário Vilardebó


"Hipnose - Liberte o Poder da Mente"
Michael Streeter


"O ABADE FARIA NA HISTORIA DO HIPNOTISMO"
Egas Moniz

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PERGUNTAS FREQUENTES

Toda as pessoas conseguem ser hipnotizadas ?
Em princípio, se não existir qualquer perturbação psíquica ou deficiência cognitiva, qualquer pessoa é capaz de relaxar física e mentalmente, podendo ser convidada a visualizar e a entrar num estado mais profundo de relaxamento.

Aquilo que vou sentir é aquilo que costumo ver na televisão ?
As pessoas parece que "desligam"...

Muito provavelmente isso não acontecerá.
A maior parte dos exercícios é feita num estado de transe leve, em
que a pessoa apenas fecha os olhos, relaxa e visualiza.
À medida que se vai sentindo mais confortável com a técnica e com
o operador/terapeuta, a experiência de transe tende a ser mais
profunda e por vezes esse "desligar" ocorre.
Mas esse será apenas indício de um mais profundo estado de relaxamento.

Irei fazer alguma coisa contra a minha vontade ?
Direi algo que não quero dizer ?

Apesar de se encontrar num estado de relaxamento,
cada pessoa tem um sistema de crenças e convicções que funciona
como um filtro protector de forma a que qualquer sugestão que lhe seja feita,
contrariando o seu sistema, pura e simplesmente não é aceite.

O facto de eu ser hipnotizável ou sugestionável é indício
de que sou uma pessoa de fraca vontade ?

Antes pelo contrário, quanto mais seguro de si se sentir melhor
funcionará todo o processo. A hipnose não é um jogo de
vontades ou de dominação, enquanto operador a
pessoa aceita-me como seu co-piloto numa série de exercícios.
Você estará sempre ao volante e em controlo.


Mas e aquelas coisas que eu vejo às vezes na televisão, em que o
hipnotizador toca na testa, ou no ombro, da pessoa e ela fica em transe ?

Muitas vezes aquilo que vemos na televisão é apenas a parte editada
de um processo mais vasto. Antes disso as pessoas
são normalmente preparadas ou instaladas sugestões pós-hipnóticas
para facilitar essas técnicas.
No caso da hipnose de palco, os hipnotistas de palco fazem testes
de triagem à audiência, seleccionando com esses testes os indivíduos que
por uma ou outra razão estão, naquele momento, mais sugestionáveis.
Uma vez feita essa filtragem, e tendo em conta o facto
de esses voluntários serem o centro das atenções, fenómenos de elevada sugestionabilidade podem ocorrer.
Em sessões terapêuticas, algumas dessas técnicas de
indução rápida poderão também ser usadas, mas nunca numa
primeira sessão e só com o conhecimento/concordância da pessoa.

As mudanças de comportamento que são feitas
com recurso à hipnose não são limitadas no tempo ?

Dependendo do tipo de situação, algumas dessas mudanças terão
de ser consolidadas ou mantidas.
Não sendo no entanto necessário o recurso a um
hipnoterapeuta, uma vez que a pessoa o
poderá fazer através da auto-hipnose.

*envie as suas questões para mrs@marioruisantos.net
(continua...)

 

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Consulte também as secções:

O processo hipnótico como terapia e técnica motivacional


Sugestões pós-hipnóticas

Indicações/Aplicações

Eficácia

Metodologia e requisitos

MRS

email: mrs@marioruisantos.net
tmvl.: (+351) 964 596 010