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O
que é a Hipnose
A hipnose é um processo que recorre à indução
de um estado modificado de consciência, caracterizado
por uma atenção
extremamente concentrada e, eventualmente, por um profundo
estado de relaxamento (transe),
sendo uma ferramenta poderosa
no tratamento de determinadas perturbações, fobias,
alívio da dor, etc.
Este processo não envolve o sono, apesar
da sua origem no nome do deus grego do sono - Hipnos.
Quando uma pessoa se encontra em transe hipnótico,
o corpo pode estar num estado totalmente relaxado, mas a mente
está alerta e extremamente focada. É, ainda, um
estado perfeitamente
natural.
A
situação de transe hipnótico pode ser comparada
a algumas
situações do quotidiano, como quando alguém
se
sente completamente absorvido pela leitura de um livro
ou pelo visionamento de um filme - estas poderão
ser consideradas situações de transe leve.
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"Hipnose: Estado mental transitório, que
se assemelha a um estado de sono ainda que afecte um sujeito
acordado. É caracterizado pela ausência de reacção
aos estímulos do meio ambiente, uma ausência de
iniciativa comportamental, uma sugestibilidade extrema e geralmente
um esquecimento consecutivo após o retorno ao estado
normal.
A
hipnose é provocada por diferentes métodos: fixação
de um ponto luminoso, do olhar do hipnotizador, ou pela escuta
da sua palavra. Existe um acordo geral na consideração
de que, nos sujeitos predispostos (em particular nos estados
histéricos) e em circunstâncias particulares (transes
religiosos), a hipnose pode sobrevir espontaneamente (estado
hipnóide descrito por J.Breuer).
Os homens parecem ter desde sempre provocado e utilizado estados
de hipnose para fins mágicos, terapêuticos e religiosos.
A
sua história científica começa com A.Mesmer
que, em meados do século XVIII, em Viena e depois em
Paris, desenvolveu a prática da hipnose com fins terapêuticos
e experimentais sob o termo de magnetismo animal. Este uso médico
foi desenvolvido e autenticado em Paris por J.Charcot
e em Nancy por H.Bernheim.
O primeiro defendeu a ideia de um estado particular de consciência
e associou a sugestibilidade hipnótica ao terreno histérico.
O segundo evocou o papel da sugestão simples e introduziu
o uso terapêutico da hipnose em numerosas indicações
médicas.
A
prática terapêutica da hipnose divulgou-se muito
rapidamente na Europa, e na América, enquanto que em
França, apesar dos trabalhos de P.Janet,
ela desapareceu como terapêutica e como objecto de investigação
psicológica, até aos trabalhos de L.Chertok nos
anos 1950. São sobretudo os mecanismos psicológicos
e psicofisiológicos da hipnose que suscitam grande número
de trabalhos. O debate mais ardente refere-se à própria
natureza do estado de hipnose. Para uns, trata-se de um estado
de consciência particular, que não é nem
sono nem estado de vigília, e que seria provocado por
uma concentração selectiva da atenção,
paralela à sugestão do hipnotizador. Para outros,
o estado de hipnose consiste numa estratégia cognitiva
que o sujeito adopta para obedecer às indicações
do hipnotizador. Esta estratégia assentaria numa concentração
deliberada da atenção para as tarefas solicitadas
e uma "desatenção" selectiva para qualquer
outra solicitação. É fundamental observar
que, mesmo nesta segunda perspectiva, o estado de hipnose difere
radicalmente da simples simulação.
Uma
segunda questão diz respeito à predisposição
para a hipnose. Foram construídos numerosos testes ou
escalas de avaliação para distinguir os sujeitos
facilmente hipnotizáveis. Está-se de acordo quanto
à estimativa de que 30% dos indivíduos respondem
a estes critérios. Em contrapartida, os traços
de personalidade que definiriam estes indivíduos permanecem
mal conhecidos. Outras questões que suscitam acesas controversas
estão ligadas ao conhecimento que o sujeito conserva
do seu estado (o observador oculto), à natureza da amnésia
consecutiva (verdadeira amnésia ou esquecimento deliberado)
e à eventual existência de correlatos psicofisiológicos
(anomalias electroencefalográficas e electrodermais).
Segundo as respostas obtidas, é a tese de um estado especial
da consciência ou a de uma simples alteração
das estratégias cognitivas que se encontra estabelecida."
D.Widlöcher
in Dicionário de Psicologia - de Roland Doron e Françoise
Parot
Climepsi Editores - edição de 2001
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ARTIGOS/REPORTAGENS
DE/COM MÁRIO RUI SANTOS
sobre o tema Hipnose e Hipnoterapia
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Artigo
publicado no portal Sapo
"Hipnose Clínica e Auto-Hipnose"
Janeiro 2009
(artigo
online)
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Boletim
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Artigo
"A Mente e a Dor"
Boletim Abraço - Janeiro 2009
(artigo
PDF)
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Artigo
sobre a formação em auto-hipnose
"Wake Up and Hypnotise Yourself"
publicado no
LCCH News - Summer 2008

Artigo
(PDF)
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LEITURAS
RECOMENDADAS

"Hipnose
nos nossos dias"
Mário Rui Santos

"Deixar
de fumar através da hipnoterapia"
Rosário Vilardebó

"Hipnose
- Liberte o Poder da Mente"
Michael Streeter

"O
ABADE FARIA NA HISTORIA DO HIPNOTISMO"
Egas Moniz
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PERGUNTAS
FREQUENTES
Toda
as pessoas conseguem ser hipnotizadas ?
Em princípio, se não existir qualquer perturbação
psíquica ou deficiência cognitiva, qualquer pessoa
é capaz de relaxar física e mentalmente, podendo
ser convidada a visualizar e a entrar num estado mais profundo
de relaxamento.
Aquilo
que vou sentir é aquilo que costumo ver na televisão
?
As pessoas parece que "desligam"...
Muito provavelmente isso não acontecerá.
A maior parte dos exercícios é feita num estado
de transe leve, em
que a pessoa apenas fecha os olhos, relaxa e visualiza.
À medida que se vai sentindo mais confortável
com a técnica e com
o operador/terapeuta, a experiência de transe tende a
ser mais
profunda e por vezes esse "desligar" ocorre.
Mas esse será apenas indício de um mais profundo
estado de relaxamento.
Irei
fazer alguma coisa contra a minha vontade ?
Direi algo que não quero dizer ?
Apesar de se encontrar num estado de relaxamento,
cada pessoa tem um sistema de crenças e convicções
que funciona
como um filtro protector de forma a que qualquer sugestão
que lhe seja feita,
contrariando o seu sistema, pura e simplesmente não é
aceite.
O
facto de eu ser hipnotizável ou sugestionável
é indício
de que sou uma pessoa de fraca vontade ?
Antes pelo contrário, quanto mais seguro de si se sentir
melhor
funcionará todo o processo. A hipnose não é
um jogo de
vontades ou de dominação, enquanto operador a
pessoa aceita-me como seu co-piloto numa série de exercícios.
Você estará sempre ao volante e em controlo.
Mas e aquelas coisas que eu vejo às vezes na televisão,
em que o
hipnotizador toca na testa, ou no ombro, da pessoa e ela fica
em transe ?
Muitas vezes aquilo que vemos na televisão é apenas
a parte editada
de um processo mais vasto. Antes disso as pessoas
são normalmente preparadas ou instaladas sugestões
pós-hipnóticas
para facilitar essas técnicas.
No caso da hipnose de palco, os hipnotistas de palco fazem testes
de triagem à audiência, seleccionando com esses
testes os indivíduos que
por uma ou outra razão estão, naquele momento,
mais sugestionáveis.
Uma vez feita essa filtragem, e tendo em conta o facto
de esses voluntários serem o centro das atenções,
fenómenos de elevada sugestionabilidade podem ocorrer.
Em sessões terapêuticas, algumas dessas técnicas
de
indução rápida poderão também
ser usadas, mas nunca numa
primeira sessão e só com o conhecimento/concordância
da pessoa.
As
mudanças de comportamento que são feitas
com recurso à hipnose não são limitadas
no tempo ?
Dependendo do tipo de situação, algumas dessas
mudanças terão
de ser consolidadas ou mantidas.
Não sendo no entanto necessário o recurso a um
hipnoterapeuta, uma vez que a pessoa o
poderá fazer através da auto-hipnose.
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as suas questões para mrs@marioruisantos.net
(continua...)
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Consulte
também as secções:
O
processo hipnótico como terapia e técnica motivacional
Sugestões pós-hipnóticas
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Eficácia
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e requisitos

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